Nova Legislação já está valendo!
- biocorporeergonomia
- 21 de jan. de 2022
- 3 min de leitura
Avaliação Ergonômica Preliminar e Gerenciamento de Risco

O principal ajuste na legislação do novo texto da N.R., Norma Regulamentadora, 17 - Ergonomia, trata-se da gestãodos riscos ergonômicos.
Ou seja, a gestão em Ergonomia dentro da empresa, passa a ser auditável tanto por auditores fiscais do trabalho quanto no processo de certificação e, o não cumprimento, pode levar a não conformidades ou mesmo gerar multas trabalhistas.
O Ciclo P.D.C.A. de gestão, possui etapas bem definidas, funcionais e mostra-se como uma forma eficiente de gerenciamento dos riscos ergonômicos.
A primeira etapa do Ciclo, P (Plan), tem por objetivo identificar e analisar os problemas. No Novo Texto da NR 17, essa etapa aplica-se à obrigatoriedade da Avaliação Ergonômica Preliminar, de forma a mapear os fatores de riscos ergonômicos, ou seja, os perigos aos quais o colaborador está exposto na sua rotina de trabalho, classificar qual o nível de preocupação desse risco à saúde do funcionário e compor o inventário de riscos ocupacionais da empresa.
Para realizar o planejamento estratégicode execução dessa etapa, torna-se importante que a empresa tenha catalogadas e mapeadas as atividades do seu processo produtivo.
Normalmente tem-se como base os Grupos Homogêneos de Exposição (G.H.E.), nessa descrição constam as tarefas prescritas do cargo, no entanto para realizar o levantamento ergonômico, o ideal é que a avaliação seja feita por atividade real.
Por exemplo: no G.H.E. é comum constar no cargo de operador de máquina, a atribuição de operar torno. Nessa definição, temos a tendência de interpretar que se trata apenas de uma Avaliação Ergonômica Preliminar. Porém, a tarefa é constituída por algumas etapas: pegar a matéria-prima, transportá-la até o torno (de forma manual, empurrando ou puxando), operar o torno propriamente dito e paletizar o produto final. Cada uma dessas etapas possui exigências físicas e cognitivas diferentes.
Na ergonomia física, a etapa de Avaliação Ergonômica Preliminar, deve identificar os perigos e, através de parâmetros técnicos, graduar o nível de preocupação.
Por exemplo, para cada segmento existem amplitudes articulares de eficiência das alavancas corporais, por outro lado, existem amplitudes de ineficiência das capacidades de produção de força e resistência muscular, o que leva a compressão das estruturas físicas e, como consequência, fadiga, inflamações e lesões osteomusculares. Portanto, ao identificar o fator de risco “postura adversa”, é importante avaliar a amplitude de cada articulação.
O mesmo ocorre ao avaliar o fator de risco ergonômico “força” muscular, ou seja, é fundamental que se tenha conhecimento técnico para identificar a partir de qual limite de força física aplicada, ou mesmo peso manipulado pelo funcionário, traz preocupação.
Para classificar se a repetição de um mesmo padrão de movimento corporal é de preocupação, torna-se fundamental identificar o ciclo da atividade de trabalho bem como aplicar conhecimentos da área de biomecânica ocupacional.
Outro ponto de extrema importância refere-se ao tempo de exposição do colaborador nessas atividades durante a jornada de trabalho. A frequência, a intensidade e a duração do esforço, bem como aspectos organizacionais e cognitivos também devem ser observados.
Na Avaliação Ergonômica Preliminar, basicamente, aplica-se os conhecimentos da ergonomia de forma qualitativa sendo que, a aplicação correta exige conhecimento técnico e olhar clínico.
Deve-se ter cautela ao decidir realizar esse levantamento através da aplicação de Check Lists simplificados, pois, em sua maioria, os mesmos não abrangem a variedade enorme de situações que se tem dentro de uma empresa.
Por exemplo, ao aplicar o mesmo Check List em atividades diferentes como: solda, corte de cana, montagem de componentes eletrônicos e atividades administrativas, é provável que não tenhamos um bom diagnóstico, por se tratar de situações de trabalho com características e exigências distintas.
O erro na base da gestão, ou seja, na etapa P (Plan), Avaliação Ergonômica Preliminar, pode super ou sub estimar os riscos ergonômicos, o que fragiliza todo o processo de gerenciamento pois essa etapa é o norte para as demais.
Uma avaliação com pouco embasamento, dificulta a sustentação técnica e o convencimento dos gestores referente aos investimentos necessários.
O desafio é enorme, e a Bio Corpore atua a 20 anos de forma prática e objetiva, utilizando das melhores técnicas para alcançar o nosso objetivo principal: atender com qualidade e eficiência as nossas empresas parceiras
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Grande Abraço,
Olavo Leal
Bio Corpore Ergonomia




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